Para a fisioterapeuta Claudia Kauan Meneses, sob o ponto de vista de movimentação, os equipamentos com colete e sapatilhas conjugadas que permitem que a criança com deficiência motora caminhe com adultos são benéficos. "Eles não podem ser vistos como substitutos dos tratamentos, mas é um avanço em termos de locomoção, de treino", afirma ela, que atua há três anos no Instituto Londrinense de Educação para Crianças Excepcionais (Ilece).
Ela ressalta que o acessório é uma boa alternativa em casa e para passeios curtos, conforme a possibilidade de cada criança. "É uma forma de trabalhar a marcha, melhorar a postura e até mesmo para quem está interagindo com a criança, pois evita que ela seja carregada no colo a todo momento", diz a fisioterapeuta, apostando que futuramente o equipamento possa ser utilizado por entidades que atendem crianças com paralisia cerebral.
"Pois além dessa estimulação física, há um lado emocional a ser considerado. Aumenta a autoestima da criança pelo fato dela poder fazer algo com os pais e experimentar uma nova sensação", completa.
O interesse por estes equipamentos vem aumentando. De acordo com Cláudia, muitos pais a têm procurado para conhecer melhor o equipamento. "É importante salientar que não sabemos se haverá uma evolução do quadro motor, mas é inegável que a criança se mostra mais empolgada, interagindo de uma forma diferente. É uma sensação experimentada inclusive pelos pais", conclui. (M.O.)

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