Há oito anos, empresária optou pela mastectomia
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domingo, 21 de julho de 2013
Silvana Leão<br>Reportagem Local 
A empresária Mônica Aparecida Goés Radigonda, de Cambé (Norte), optou pela retirada preventiva das mamas há oito anos, quando esta ainda era uma alternativa vista com receio por muitos médicos. Pouco tempo antes ela havia perdido a mãe, que lutara durante sete anos e meio contra o câncer. Antes, as avós de Mônica por parte de pai e de mãe também haviam morrido vítimas da doença. Portanto, a probabilidade de ela desenvolver um tumor cancerígeno eram grandes.
A mastectomia foi feita no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, quando a empresária encontrava-se com 40 anos. "Eu já tinha dois filhos e meu marido já havia feito vasectomia para não termos mais." Segundo Mônica, o oncologista que tratou de sua mãe lhe explicou que ela tinha algumas alternativas à retirada profilática das mamas, como controlar o peso, praticar atividades físicas, cuidar da alimentação e usar alguns medicamentos. "Mas eu sabia que no caso da minha mãe nada disso tinha evitado o câncer. Então optei pela cirurgia, e não me arrependo."
Mônica revela que teve apoio incondicional do marido e filhos, e que a pequena perda de sensibilidade nos seios, resultante da mastectomia, é o de menos perto do que pode ter sido evitado. "Só quem passou pelo que passamos com minha mãe sabe o valor desta tranquilidade que hoje eu posso ter. Acho que quando estamos na linha de risco, temos que fazer de tudo para evitar a doença, que é muito traumática", argumenta.
Na mesma cirurgia suas mamas foram reconstruídas com implantes de silicone, e segundo ela não houve complicações. "Minha recuperação foi ótima." Na época o médico já lhe informou que ao completar 50 anos terá que fazer uma bateria de exames para checar a necessidade de retirada dos ovários também. Mas Mônica está tranquila. Segundo ela, o acompanhamento que faz com uma médica local mostra que está tudo bem com sua saúde.
A empresária afirma que nunca duvidou de que tomou a decisão certa, mas no começo pôde perceber o receio de alguns médicos da região em relação ao procedimento. "Oito anos atrás ainda não havia um consenso de que esta era a melhor opção em casos como o meu. Hoje a realidade é outra." Mônica também revela que provavelmente sua filha, hoje com 25 anos, será submetida ao mesmo procedimento no futuro.

