Guilherme ganhou independência após emprego
Aos 19 anos de idade, Guilherme Augusto Moraes de Lima, que tem Síndrome de Down, trabalha, toca bateria e é fã de futebol. Ele não deixa de ler diariamente o caderno FOLHA Esporte, na instituição que frequenta, a APS Down.
Há mais de dois anos Guilherme é funcionário de uma lanchonete. ''Meu pai e minha mãe acharam que era importante que eu trabalhasse e eu sou craque, frito batatas, faço hamburgueres, ajudo na limpeza e até no atendimento'', explica. Nas horas vagas ele se dedica a tocar bateria. ''Um dia toquei na igreja e todo mundo ouviu'', comemora.
Para a mãe, Sandra Moraes de Lima, 49 anos, o nascimento do filho não foi um susto. ''Não lutamos com esse negócio de aceitação, sempre tratamos ele normalmente, quando precisava dar umas palmadas eu dava e quando precisava colocar ele pra pensar eu colocava'', comenta a mãe. A mãe conta que o sonho da vida do Guilherme era trabalhar, portanto, quando surgiu a oportunidade, os pais incentivaram. ''Sempre acreditamos nele.''
Guilherme vai para o trabalho todos os dias de ônibus e sozinho. A mãe conta que o acompanhou nos primeiros dez dias. ''Para mim isso é tranquilo, antes eu ia com ele em todos os lugares, mas depois que começou a trabalhar ele passou a ir para todo lado sozinho'', comenta. Além de trabalhar, o rapaz participa do grupo de teatro da igreja que frequenta e até viaja com os outros integrantes.
A estimulação de Guilherme começou aos 43 dias de vida, ele fez acompanhamento em instituições especiais, mas também estudou em escola convencional. ''O contato dele com as outras crianças foi muito bom na parte de socialização''. destaca. ''Eu acho que o filho com Síndrome de Down vai ser aquilo que você acredita que ele possa ser. Você tem que ensinar que ele tem direitos mas também tem deveres. Não pode faltar amor'', salienta Sandra. (M.A.)




