Glaucoma também atinge crianças e pode causar cegueira
PUBLICAÇÃO
domingo, 18 de março de 2012
Redação FolhaWeb 
A cada 10 mil crianças nascidas, uma pode ter glaucoma congênito. Uma doença rara, hereditária, caracterizada pelo aumento da pressão intraocular em portadoras de má formação nos olhos. Especialistas afirmam que a doença pode atingir tanto um como os dois olhos e costuma estar associada a transtornos sistêmicos ou síndromes. Quando o diagnóstico não é realizado a tempo, a doença leva à cegueira irreversível.
O médico oftalmologista do Hospital dos Olhos de Londrina, Rui Barroso Schimiti, explica que os principais sinais e sintomas do glaucoma congênito são bastante característicos e, com atenção, os pais podem ser capazes de identificar a doença precocemente. ''A criança nasce, nos casos mais graves, com a córnea 'plastificada', lacrimejamento, opacidade na córnea, fotofobia e o olho começa a crescer de tamanho'', diz.
O glaucoma caracteriza-se pelo aumento da pressão intraocular do paciente, que leva a uma lesão no nervo óptico provocando perda progressiva do campo visual sem outros sintomas. Entre os principais sinais clínicos estão também, córneas de coloração azul (quase violeta), isso, segundo os especialistas, devido ao edema provocado pela pressão alta intraocular.
Após a avaliação da criança, o oftalmologista realiza exames específicos - que podem ser feito em todas as crianças, independente da idade. Em alguns casos, é necessário a aplicação de sedativos ou anestesia geral na criança, para que o médico possa examinar a pressão intraocular.
Leia mais em conteúdo exclusivo para assinantes.
Leia Também:
Brasil tem escassez de especialistas em doenças raras.

