Por ser uma doença assintomática, o glaucoma faz com que o paciente não perceba seu desenvolvimento e, se não diagnosticado precocemente, pode levar à cegueira. Segundo o Ministério da Saúde, os diversos tipos de glaucoma representam a segunda causa de cegueira no mundo e a terceira no Brasil. No Dia Mundial de Combate ao Glaucoma, lembrado amanhã (26), os oftamologistas alertam sobre a importância dos cuidados necessários para prevenir, diagnosticar e tratar adequadamente a doença.

De acordo com o oftalmologista Paulo Augusto Hidalgo de Menezes, especialista em glaucoma e catarata pela Universidade de São Paulo (USP), o diagnóstico precoce e o tratamento correto são fundamentais para a estabilização da doença, que não tem cura.

Caracterizada por uma degeneração no nervo ótico devido à pressão intraocular elevada, o glaucoma provoca a perda progressiva da visão e, consequentemente, o estreitamento do campo visual. Inicialmente, o distúrbio não apresenta sintomas e, na maioria dos casos, progride lentamente, dificultando que o paciente perceba a perda gradual da visão.

"Normalmente os sintomas são observados quando a doença já está em um grau avançado e o campo de visão reduzido. O paciente com glaucoma começa a esbarrar constantemente em mesas e a derrubar copos. É importante observar as atividades do dia a dia e buscar ajuda de um especialista ao menor sinal de comprometimento da visão. Quanto mais rápido a pessoa procurar um oftalmologista, melhor para o controle da doença", explica do especialista.

A perda visual causada pelo glaucoma é irreversível, mas pode ser controlada ou atrasada, mediante tratamento apropriado. Em geral, o tratamento, tem início com a utilização de colírios para reduzir a hipertensão ocular e evitar o aparecimento de novas lesões no nervo óptico. Se o resultado não for o esperado, é possível realizar a cirurgia de trabeculectomia, mas esta geralmente é sugerida em último caso ou em casos especiais.

"Pessoas com idade avançada, negros, diabéticos, míopes e com antecedentes familiares de glaucoma têm maior risco de desenvolver a doença, por isso esses grupos devem se consultar periodicamente com um oftalmologista. Assim, a ocorrência do problema pode ser detectada logo no início, minimizando os danos causados pela degeneração", afirma Menezes.

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