O diagnóstico da hepatite C chegou na vida da profissional liberal Telma Alcazar, 45 anos, há apenas sete anos, mas o histórico de vida revela que o vírus já estava presente há mais tempo. Até hoje ela não sabe exatamente como foi infectada, mas suspeita que pode ter sido por meio de agulhas de vacinas ou injeções ao longo da vida, em um período em que os cuidados com a hepatite C eram bem mais reduzidos.
''O diagnóstico mesmo só veio quando eu estava com 38 anos de idade e precisei retirar o útero porque ele estava necrosado. Uma hemorragia fez com que eu procurasse ajuda médica e, então, durante exames laboratoriais, foi descoberta a hepatite C'', conta.
Desde que recebeu o diagnóstico da doença, Telma nunca mais pôde trabalhar e leva uma rotina de vida intensa de tratamentos. Hoje, é coordenadora do Grupo Margarete Barella de Apoio aos Portadores de Hepatites Virais de Londrina e região (Meglon) e está na fila de transplante de fígado.
''Os efeitos dos remédios são fortes demais e a sensação que a gente tem é de que estão passando a ponta de uma faca em todo nosso corpo. Hoje eu convivo com a doença e, sinceramente, não sei se vou conseguir receber um fígado a tempo, já que existem, pelo menos, 400 pessoas na minha frente. De qualquer forma, acho que o que podemos fazer é ajudar a alertar outras pessoas sobre esta doença silenciosa e grave'', diz Telma. ''A entidade (Meglon) tem este papel e eu ficarei muito feliz de saber que existiram pessoas que deixaram de se infectar ou que foram curadas porque receberam algum tipo de apoio da gente'', completa. (F.B.)
Serviço: Contatos com o Meglon podem ser feitos pelo site www.meglon.blogspot.com ou pelo telefone (43) 8831-3372.

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