Considerando que a menopausa é um período oportuno para deixar alguns hábitos para trás, a nutricionista Tatiana Hirooka Guerra, de Londrina, ressalta a importância de ter uma alimentação rica em cálcio.
"Neste período, com a redução do estrogênio, o metabolismo das gorduras se altera e a mulher pode ter um aumento do LDL (colesterol ruim) e a baixa do HDL (colesterol bom). Além disso, há uma queda na absorção do cálcio. Depois dos 40 anos, naturalmente as mulheres tendem a perder massa óssea, e na menopausa isso pode aumentar para 3% a 4% ao ano", afirma.
Seja no climatério, durante ou após a menopausa, a recomendação de cálcio para as mulheres é de 1.200 mg diárias. "Uma boa fonte é a sardinha. O ideal é que seja fresca, grelhada. O leite também é muito importante, mas dê preferência ao desnatado, pois tem a mesma quantidade de cálcio e menos gordura. Já os vegetais, escolha os verdes escuros e os consuma de preferência crus para um melhor aproveitamento dos nutrientes", orienta.
Para que esses alimentos ricos em cálcio sejam absorvidos pelo organismo, é importante que sejam consumidos separadamente do chocolate, café e comidas gordurosas. "O sol também é um bom ingrediente por causa da vitamina D e a indicação é de 10 a 15 minutos de exposição diária", diz.
Na fase pós-menopausa, é importante consumir os fitoestrógenos, presentes no gergelim, linhaça e alimentos integrais. "São substâncias que têm a mesma estrutura do estrogênio. Os mais conhecidos são as isoflavonas, encontradas na soja. Vale a pena consumir o tofu, salada de soja ou até mesmo a versão hidrolisada, que pode ser ingerida com água. Isso vai ajudar na redução dos sintomas, em especial os fogachos", completa. Para os sintomas de irritabilidade, os alimentos indicados são: aveia, cereais integrais, banana, abacate e as oleaginosas. (M.O.)

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