'Foi a diabetes que matou meu rim'
Quando o agricultor Francisco Medeiros de Deus, de 62 anos, descobriu a doença renal crônica (DRC), imediatamente iniciou a diálise. A falta de ar e a pouca vontade de se movimentar mostravam que havia alguma coisa errada com ele, mas nenhum dos cinco primeiros médicos com os quais se consultou identificaram o problema. Um mês antes de receber o diagnóstico de que havia falha no funcionamento dos seus rins, Medeiros descobriu a diabetes. "Foi a diabetes que matou meu rim. Eu não bebia água, era só refrigerante, foi o refrigerante e o açúcar que mataram o meu rim", lamenta.
Há oito anos Medeiros faz diálise. Três vezes por semana ele vai até a clínica que o atende e fica três horas e 45 minutos deitado em uma cama aguardando a máquina fazer a filtragem do sangue, trabalho que seus rins estariam fazendo se estivessem saudáveis. Para sair desta rotina, Medeiros aguarda por um transplante. "Estou fazendo todos os exames com o cardiologista para ele atestar que eu posso ser transplantado. Daí é só esperar chegar um rim", afirma.
Para o agricultor, a parte mais difícil desta fase da vida é depender da máquina. "Não posso sair da cidade e nem ir para lugar nenhum porque tenho que fazer a diálise. Não posso viajar e nem trabalhar, por outro lado o pessoal da clínica é muito bom, como se fosse da minha família", acrescenta. Para manter a vitalidade, Medeiros garante que o segredo é não parar. "Agora estou fazendo caminhada duas vezes por dia para adquirir resistência. Se você parar você morre", destaca. (M.A.)




