Fisioterapia para aliviar sintomas do climatério
PUBLICAÇÃO
domingo, 30 de agosto de 2015
Micaela Orikasa<br> Reportagem Local 
Uma das poucas certezas que podemos ter ao longo da vida é que nosso corpo passará por transformações que irão impactar diretamente no dia a dia.
No universo feminino, por exemplo, podemos citar o climatério (transição entre o período reprodutivo e o não reprodutivo) e a menopausa (quando a última menstruação ocorreu há 12 meses).
Em geral, sabe-se que as mudanças físicas e emocionais podem ser experimentadas pelas mulheres a partir dos 40 anos. Algumas sentirão de forma mais intensa e outras, menos. Porém, é fato que em um determinando momento da vida, todas chegarão à fase.
Podem ocorrer ondas de calor e alterações no sono, memória, libido e humor. Além disso, algumas poderão sentir formigamento, cansaço, dores articulares, secura vaginal e perda urinária.
A fisioterapeuta Janaína Mayer explica que no climatério, a principal característica é a falência ovariana com queda da produção do hormônio estrogênio. Com isso, a mulher fica sujeita à disfunção e ao descontrole da musculatura do assoalho pélvico (períneo), que pode ser descrito como uma "calcinha" que sustenta os órgãos abdominopélvicos.
"Quando ele está enfraquecido, a atividade sexual da mulher pode ficar comprometida, pois o órgão já não possui mais o mesmo tônus, a força e a lubrificação. Isso pode levar a uma relação sexual dolorosa e dificultar o prazer", afirma.
O simples ato de urinar também pode ser prejudicado porque há uma chance maior da mulher ter incontinência urinária por esforço, isto é, ao tossir, espirrar ou pegar um objeto pesado do chão, pode haver perda de urina.
Em alguns casos, a disfunção pode ocasionar ainda um prolapso das estruturas pélvicas (queda), conhecida popularmente como bexiga caída. É por todos esses motivos que o trabalho de fortalecimento do assoalho pélvico é importante, assim como a atuação do Grupo de Fisioterapia no Climatério, coordenado por Janaína com a fisioterapeuta Roberta Mattos, no Hospital Universitário (HU) em Londrina.
De forma gratuita, elas atendem uma vez por semana, um grupo de 11 mulheres a partir de 45 anos, que apresentam desconforto físico. Com a ajuda de estagiários, o projeto lançado há um mês, visa trabalhar o corpo em sua totalidade, mas o foco é o assoalho pélvico.
A fisioterapeuta Janaína explica que em casa, a mulher pode fazer um teste simples para "checar" como está a musculatura. "Ela pode cortar o jato de urina no meio. A ideia é que ela consiga fazer isso de uma forma total", diz.
Serviço: Mais informações sobre o Grupo de Fisioterapia no Climatério pelo fone: (43) 3371-2388 e 3371-2684

