Fisioterapia muda a vida de paciente
Cinco anos. Este foi o tempo que a dona de casa Ivonete Maria da Silva Pereira, de 57 anos, conviveu com a incontinência urinária. Ela conta que imaginava que não era normal, mas não sabia onde procurar ajuda. ''Eu tinha muita vergonha, andava sempre com um paninho dentro da roupa'', comenta. De natureza simples e alegre, Ivonete apresentava a incontinência por esforço, o que fazia com que ela sentisse medo quando dava vontade de espirrar. ''Eu não podia tossir, rir e nem espirrar porque sabia que ia perder urina'', diz.
Há um ano Ivonete descobriu que existe tratamento para o problema, ela faz fisioterapia semanalmente e já notou melhora. ''Aprendi muitas coisas e os exercícios que as fisioterapeutas me ensinaram eu repito em casa. Hoje, a urina não escapa mais''. Ela afirma que se sente mais segura, que pode usar qualquer roupa, sem haver mais a necessidade de usar a toalhinha.
A fisioterapia é indicada para o restabelecimento da musculatura e pode ser feita em várias partes do corpo. Há um tipo especial de fisioterapia que devolve a força à musculatura perineal e ajuda na reabilitação de pessoas com incontinência urinária. A professora do curso de fisioterapia da Unopar e especialista em uroginecologia, Adriana Carvalho, reforça que a incontinência não é considerada normal em nenhuma situação e que a fisioterapia pode ajudar em alguns casos.
Quando a incontinência se dá por conta da fraqueza dos músculos a fisioterapia é uma das indicações. ''Se a mulher precisa fortalecer a musculatura, mas está no climatério também será necessária a reposição hormonal porque a falta do estrogênio colabora com a incontinência'', explica. Adriana acrescenta que se a mulher apresenta a ''queda da bexiga'' ou do útero, a indicação é cirúrgica e a fisioterapia acaba sendo realizada paralelamente ao tratamento. ''O que levou ao deslocamento do órgão já foi a fraqueza severa da musculatura. Não adianta operar e manter os músculos flácidos porque as perdas urinárias vão continuar ocorrendo'', salienta.
Independentemente do tipo de incontinência, se de esforço, urgência ou mista, a fisioterapeuta afirma que o quanto antes os exercícios forem iniciados, melhor o resultado. ''São realizados exercícios específicos de períneo e para isso usamos alguns dispositivos, como cones endovaginais e eletroestimulação. O objetivo é devolver a força, coordenação e percepção da musculatura'', explica. (M.A.)




