Fisioterapia é forte aliada no tratamento
Após o diagnóstico da esclerose múltipla é indicado que o paciente inicie um tratamento fisioterápico. A fisioterapeuta neurofuncional Josiane Lopes frisa que este tipo de acompanhamento deve ser feito até mesmo por pacientes que não ficaram com sequelas. "Estudos apontam que aqueles pacientes que fazem fisioterapia desde o início do diagnóstico apresentam uma recuperação mais rápida, e há casos que a fisioterapia até previne as sequelas", destaca.
Segundo ela, apesar de estar comprovado que este tipo de terapêutica traz vários benefícios, a maioria dos pacientes só busca a fisioterapia quando já apresenta sequelas ou quando está na cadeira de rodas. Nestes casos também é possível obter melhora da qualidade de vida, mas os resultados alcançados são mais limitados.
Apesar de ser uma doença que começa no cérebro, a fisioterapia apresenta um resultado eficiente por conta da capacidade de adaptação das estruturas nervosas. "Para estes pacientes, a fisioterapia tem um fim neurofuncional; desenvolvemos com eles atividades específicas que conseguem melhorar a região do cérebro que foi atingida pelas placas escleróticas", afirma. Ela complementa que tudo o que o paciente aprende nas sessões de fisioterapia precisa ser transferido para as atividades diárias. "100% dos pacientes que fazem fisio apresentam melhora; o objetivo do tratamento é manter ou melhorar a qualidade de vida do indivíduo", salienta. (M.A.)




