A linha de pesquisa da fisioterapeuta Vanessa Suziane Probst, docente da UEL, abrange as doenças respiratórias crônicas e ela afirma que uma vez otimizada a medicação do paciente junto a um pneumologista, o próximo passo é encaminhá-lo para reabilitação, onde os exercícios são indicados.
"Em pessoas que têm doenças respiratórias, os principais sintomas são a falta de ar e fadiga muscular, o que acaba gerando um descondicionamento físico e a prática de exercício vai combater justamente isso", comenta.
Aos 62 anos, Cleuza Guilherme de Souza não sofre mais para caminhar e executar tarefas do dia a dia. Com bronquite (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica - DPOC) há oito anos, ela só foi perceber os benefícios de se exercitar ao entrar para o programa de reabilitação pulmonar do Hospital Universitário (HU).
"Nunca fui de fazer exercícios. Agora, já consigo andar na esteira e na bicicleta sem ficar muito cansada", comemora. O fisioterapeuta Fábio Pitta, coordenador do laboratório de Pesquisa em Fisioterapia Pulmonar, explica que o objetivo do programa é justamente dar capacidade aos pacientes de praticar atividades físicas e, ao mesmo tempo, estimular uma rotina mais ativa.

Exercícios recomendados
Aeróbicos, como a caminhada ou bicicleta estacionária, associadas ao fortalecimento muscular. A natação também é uma opção, mas pode gerar dificuldades para quem tem doença respiratória.

Frequência
Média de duas a três vezes por semana, entre 30 e 60 minutos. Durante o exercício, os pacientes devem priorizar os intervalos para recuperação

Benefícios
Combate o descondicionamento físico e melhora o sintoma de falta de ar (M.O.)

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