Fisioterapeuta superou medo de dirigir
Logo que tirou a carteira de motorista, a fisioterapeuta Tatiana Maria Safra, de 29 anos, bateu o carro em um muro. A experiência resultou num trauma que a impedia de pegar novamente o volante. Foi assim por vários anos. Durante todo o período da faculdade, ela optou pelo ônibus ou pela carona para não encarar a direção de um carro. ''Se eu tentava sentar no banco do motorista, eu já sentia novamente a palpitação, ansiedade e o nervosismo do momento do acidente'', lembra.
Depois de formada, Tatiana decidiu testar o EMDR. ''Eu não tinha mais como ficar sem dirigir porque precisava me deslocar rapidamente pela cidade se quisesse manter o meu emprego'', conta. Com algumas sessões de EMDR, ela já se sentiu segura para voltar a fazer aulas práticas de direção. O resultado foi tão positivo que Tatiana não chegou a fazer todas as aulas do pacote. Antes mesmo das últimas sessões, ela já se sentia segura para dirigir sem ajuda do instrutor. ''Inicialmente eu não acreditei 100% no EMDR, mas a técnica mudou a minha vida'', comenta.
Segundo ela, a sessão não é simples. ''É dolorido porque mexe com o trauma e a gente lembra de coisas que tinha esquecido, mas o EMDR me permitiu analisar racionalmente o momento do acidente e identificar o meu erro. Por isso valeu a pena'', destaca.
Superação de luto
A morte violenta do noivo - que foi assassinado - deixou em Luciana (nome fictício) marcas profundas. As cenas do velório e enterro do rapaz estavam sempre na cabeça dela e isso trazia à tona muito sofrimento. As imagens não deixavam que Luciana levasse a vida adiante. ''Foram quase dois anos assim. Eu tratava com a terapia convencional, mas sempre que morria alguém que eu conhecia todos aqueles sentimentos voltavam e era como se eu revivesse aquela cena'', afirma.
Luciana conheceu a técnica de EMDR através de uma amiga psicóloga. Depois de ter sido submetida às sessões de dessensibilização, a jovem conta que passou a lidar com a lembrança de outra forma. ''Eu lembro do que aconteceu mas não sofro como antes. É como se isso tivesse se tornado um evento mais distante de mim'', comenta. Atualmente Luciana é uma mulher casada e segue sua vida normal. ''O EMDR teve papel fundamental para que eu superasse tudo e não ficasse carregando aquele sentimento'', finaliza. (M.A.)




