O cirurgião vascular, Nerlan de Carvalho, vice-presidente da Associação Médica do Paraná (AMP), ressalta que compete aos médicos, elaborar o diagnóstico e acompanhar o tratamento dos pacientes.
No entanto, ele salienta que o ato de aferir a pressão e administrar medicamentos via intramuscular, que era uma prática tradicional e foi proibida de uns anos para cá, sobrecarregou ainda mais o sistema de pronto atendimento e as Unidades Básicas de Saúde. "Isso, que já se fazia antigamente, pode ser perfeitamente ser feito nas farmácias", avalia.
Sérgio Mena Barreto, presidente-executivo da Abrafarma reforça que as transformações dos estabelecimentos farmacêuticos não ambicionam "a substituição do papel dos médicos, como por exemplo, na prescrição de receitas". Mas frisa que as farmácias podem realizar ações preventivas, de suporte para tratamentos.
Sendo assim, o farmacêutico atuará como adjuvante no tratamento, acompanhando o paciente na área que lhe compete. O presidente do Conselho Regional de Farmácia do Estado do Paraná (CRF-PR), Arnaldo Zubioli, não soube precisar o número de estabelecimentos que já estão oferecendo este tipo de atendimento no Estado.
"Como a lei é recente no nosso meio, ela não foi absorvida por todos os colegas que exercem a atividade. Além disso, para fazer a avaliação, os protocolos e o acompanhamento dos pacientes, do ponto de vista da terapêutica farmacológica, é preciso ter conhecimentos clínicos, que nem todos os farmacêuticos obtiveram dos bancos universitários", ressalta. (M.O.)

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