Farmacêutica encabeça pesquisa sobre doença
Com base nos últimos estudos em torno da doença, a Novartis - empresa fabricante do medicamento que revolucionou o tratamento da leucemia mieloide crônica - vai desenvolver um programa para avaliar a possibilidade de pacientes com a doença sobreviverem sem sinais da enfermidade e sem o uso da terapia medicamentosa. "Esperamos desenvolver estratégias para que o paciente permaneça em remissão sem o tratamento medicamentoso", salienta a diretora médica de oncologia da Novartis, Elaine Rahal. Ela explica que há vários estudos em andamento em diferentes centros médicos do mundo.
O programa que a Novartis vai implantar é composto por oito estudos, quatro liderados pela própria farmacêutica e outros quatro independentes. O trabalho será desenvolvido em 39 países, entre eles o Brasil e inclui um total de 2.500 pacientes participantes. "Esperamos que após a fase de consolidação, mil pacientes sejam elegíveis para fazer a retirada do medicamento e verificar se a doença se mantém em níveis indetectáveis", afirma. Ela destaca que a suspensão do medicamento ainda está em caráter de pesquisa e por isso não deve ser feita pelos pacientes.
No Brasil, os pacientes serão acompanhados por cinco anos em centros de referência que foram escolhidos pela empresa para participar da pesquisa. Os pacientes recrutados se encaixam em um perfil pré-determinado para participar do programa ele precisa estar em tratamento há pelo menos três anos com as drogas que serão analisadas e apresentarem resultados muito positivos. "O nosso objetivo primário é identificar quantos pacientes ficarão livres de medicamento sem apresentar sinais da doença e o objetivo secundário é acompanhar estes pacientes por 48 meses para identificar quais deles terão que voltar a usar o medicamento", aponta a médica hematologista e pesquisadora do Hospital Santa Marceklina de São Paulo, Monika Conchon. Atualmente a suspensão dos medicamentos é realizada apenas em estudos clínicos. Os pacientes que estão em tratamento devem continuar seguindo a terapia conforme indicação médica.(M.A.)
(A repórter viajou a convite da Novartis).




