Diante das pesquisas em torno das novas terapias que devem melhorar a condição cognitiva do paciente com síndrome de Down, uma expectativa foi criada não só nos familiares, mas também nos profissionais que atendem estas pessoas desde a infância, como os fonoaudiólogos, psicoterapêuticos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.
A fonoaudióloga Camila Leite Pedrali acredita que as novas terapias vão possibilitar o melhor desenvolvimento da fala, além da aprendizagem. "Acho que a nova fase será marcada pela melhora da atenção e concentração, que são requisitos necessários para uma boa aprendizagem da leitura, escrita e matemática", afirma.
Apesar dos novos estudos é muito importante que os pais continuem incentivando seus filhos a frequentarem as terapias multidisciplinares. "A gente sabe que a medicação não vai suprir todas as necessidades dos pacientes. O tratamento medicamentoso será visto como adjuvante das terapias convencionais", salienta a fisioterapeuta Daniele Biguelin.
Para a fisioterapeuta Flávia Garcia, a inclusão de nova medicação deve trazer resultados mais efetivos nas terapias já realizadas com os pacientes. "Acreditamos que o problema ‘ensina - esquece’ será minimizado. Qualquer melhora que o medicamento proporcionar neste sentido já é importante", destaca. De acordo com ela, as novas medicações devem chegar com um custo elevado, e, por isto, as famílias devem se organizar para que todos tenham acesso ao benefício quando os novos remédios forem liberados no Brasil. (M.A.)

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