Exercícios previnem lesões em crianças hemofílicas
Um projeto pioneiro do curso de Fisioterapia da Unopar está mudando a realidade de crianças hemofílicas de Londrina. Duas vezes por semana as mães levam os filhos para fazer exercícios na clínica que a universidade mantém no Jardim Piza. O atendimento é gratuito e ajuda na prevenção de lesões e no desenvolvimento motor. Os resultados são tão importantes que o projeto foi ampliado e está oferecendo mais vagas para a comunidade.
A implantação do projeto teve inícios em 2008 quando a mãe de Vinícius, Josiane Maria Castelo decidiu procurar ajuda na clínica da Unopar. Josiane tinha um irmão hemofílico e estava atenta para a possibilidade de ter um bebê com a doença. Os primeiros sinais da hemofilia apareceram quando Vinicius tinha 5 meses.
''Sou técnica em enfermagem e conheço bem as consequências da doença. Eu sabia que a hemofilia provoca sangramentos nas articulações e que isso pode causar atrofia em crianças e adolescentes. Não podia deixar acontecer isso com meu filho. Ouvi dizer que a fisioterapia fortalecia os músculos e evitava esse quadro e então procurei a clínica da Unopar para pedir ajuda'', conta.
A professora Katia da Silva Alves aceitou o desafio. O tratamento de Vinícius começou quando ele tinha 8 meses. ''Os exercícios de fisioterapia favorecem a preservação dos músculos, prevenindo as sequelas'', explica Katia. Mas não é só isso: eles também ajudam a coordenação e o equilíbrio, trazendo melhor qualidade de vida para as crianças. No mês passado uma equipe de especialistas de Curitiba fez uma avaliação em todas as articulações de Vinícius e constatou que até agora ele não tem nenhum problema.
Segundo Kátia, quanto mais cedo começam os exercícios, melhor é o resultado. O projeto só recebe crianças com encaminhamento médico e aí aparece uma falha no sistema de saúde: o diagnóstico tardio. Josiane conta que pediu várias vezes ao pediatra que fizesse exames no filho para verificar se ele era hemofílico: ''Ele sempre dizia que as manchas roxas eram normais em crianças. Eu só fui confirmar minhas suspeitas depois que procurei outro médico'', lembra.




