Exercícios em qualquer hora e lugar
Mesmo para as mulheres que não tenham a disfunção do assoalho pélvico, as orientações para a prática de exercícios de contração são válidas. Isso porque a fisioterapeuta Janaína Mayer afirma que eles podem ser feitos de forma preventiva e em todas as fases da vida.
Os exercícios, segundo ela, devem ser diários, entre 80 a 100 contrações, podendo ser fracionadas. "Podem ser feitos em casa ou em qualquer lugar porque ninguém vê", salienta. Para os interessados, a fisioterapeuta detalha algumas atividades.
A primeira delas é simples e consiste em "sugar" o assoalho para dentro, ou seja, fazer contrações na região. O segundo é de mobilidade pélvico associado à contração. "Sentada com as pernas abertas, de frente para as costas de uma cadeira, faça o movimento de trazer o quadril para a frente, sugando o umbigo, ou seja, contraindo o abdômen, entre três a cinco segundos", diz.
O último é chamado de ponte com contração de assoalho pélvico. Nele, a mulher deve deitar com os joelhos flexionados, puxar e soltar o ar elevando o quadril por aproximadamente cinco segundos e relaxar. "Mas é importante lembrar que mesmo ganhando força e tendo uma melhora das condições, seja urinária ou sexual, os exercícios devem ter continuidade", ressalta.
A técnica administrativa aposentada, Cássia de Oliveira, de 57 anos, participa do grupo porque não conseguia mais segurar o xixi. Ela conta que entrou precocemente na menopausa. "Eu tinha de sair correndo para o banheiro. É horrível porque atrapalha muito o convívio social. Às vezes eu ficava com receio de ter que ir a algum lugar e não ter banheiro por perto", comenta.
Com apenas um mês de exercícios, a melhora já é perceptível. Cássia comemora a melhora para segurar a urina, mas principalmente no ato sexual. "É um ganho para mim e para meu parceiro. Não pode ter medo ou achar que não merece mais se cuidar ou sentir prazer. É vida que segue e pode ser tão boa quanto na juventude", conclui. (M.O.)




