Para a mãe, Alex Canziani dos Santos Silveira, de 11 anos, sempre foi uma criança muito ativa. A advogada Ana Lúcia Arruda dos Santos Silveira, de 47, conta que além das aulas de educação física da escola, Alex faz aulas de futebol duas vezes por semana e ainda joga bola com os amigos nos outros dias – inclusive nos fins de semana. "Eu achava que estava havendo uma sobrecarga de exercício, dava para perceber que a musculatura dele não estava preparada para a quantidade de atividades que ele estava exercendo", comenta a mãe.
Durante um jogo de futebol, Alex se chocou com outra criança e acabou apresentando uma lesão no joelho. O resultado foi um "castigo" de três meses longe da bola. Este tempo de espera, em que teve que fazer sessões de fisioterapia e aguardar o processo de recuperação, foi muito difícil para Alex, especialmente porque o campeonato de futebol da escola foi realizado justamente no mesmo período e ele não pôde participar. Para a mãe, o lado bom da história foi que o filho aprendeu a respeitar os limites do próprio corpo.
De volta ao campo e com uma nova posição no time, Alex está confiante. "Mantivemos o futebol mais concentrado na escola. A fisioterapeuta recomendou que ele evitasse os movimentos de giro e os deslocamentos muito longos, além disso ele ainda não fica o jogo todo em campo", pontua a mãe. As sessões de fisioterapia ainda não foram encerradas e Alex leva a sério seu tratamento. "Mesmo depois da lesão eu não pensei em parar. Estou animado para continuar fazendo parte da equipe da escola", garante o menino que sonha em ser jornalista esportivo.
A mãe leva a prática esportiva a sério, mas defende que ela deve agregar bem-estar. "O trabalho de fisioterapia e recuperação que fizemos certamente vão refletir na qualidade de vida que ele terá quando adulto", destaca Ana Lúcia. (M.A.)

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