Especialistas estão em campanha para que o exame de papanicolaou, feito em mulheres para rastrear câncer do colo do útero, deixe de ser exclusivamente feminino e passe a ser realizado também em homens, para ajudar no diagnóstico do câncer anal.
Há cerca de seis anos, o método já é utilizado no Hospital das Clínicas da USP. Médicos do ambulatório de proctologia e DSTs fazem o papanicolaou anal em mulheres e homens para detectar lesões causadas por HPV e diagnosticar câncer de ânus precocemente. Apesar do exame anal ser pouco conhecido e aplicado no Brasil, é muito difundido nos EUA, por exemplo.
O teste é feito numa população com maior risco de ter a doença, como pessoas com HIV, imunossuprimidos (quem fez um transplante, por exemplo), quem faz sexo anal (homem ou mulher) e pessoas com histórico de lesões genitais por HPV.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa de novos casos de tumor de ânus é de 539 em homens e 1.078 em mulheres (em 2009). Apesar de ser considerado raro, tem se tornado mais frequente. Um dos fatores é a sobrevida maior de pacientes com HIV, que têm maior risco de desenvolver lesões pré-cancerosas. Uma proteína do HIV estimula a expressão do HPV.

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