Exame detecta doenças com mais precisão
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segunda-feira, 17 de junho de 2013
Reportagem Local 
Atualmente a medicina dispõe de equipamentos de diagnóstico e tratamentos que estão, aos poucos, derrotando o câncer. Uma das frentes de ataque a essa doença agressiva apontada como segunda causa de morte por enfermidade no mundo é a Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET/CT), um revolucionário exame de diagnóstico por imagem. Ele revela detalhes que métodos convencionais não identificam ou deixam dúvidas, diferenciando até se a lesão é benigna ou maligna.
Este importante avanço, que até há pouco tempo era uma realidade apenas nos grandes centros, passou a ser ofertado na cidade de Londrina, compondo a extensa gama de exames ofertados pela Ultramed, Diagnósticos por Imagem.
Desde 2003, quando começou a ser usado no Brasil, o PET/CT assumiu um papel de extrema importância na avaliação por imagem de pacientes com as mais diversas doenças, principalmente, nas áreas de oncologia, cardiologia e neurologia.
Segundo o médico radiologista, Gleidon Messias, são aceitas numerosas indicações de seu uso clínico. "Trata-se de um aparelho com manejo mais refinado, principalmente, na área de oncologia. Ele apresenta resultados superiores aos métodos convencionais e pode dar o diagnóstico definitivo da presença, ou não, de lesões metastáticas. O exame de corpo inteiro possibilita rastrear, de uma forma única, as áreas que têm lesões. Ele também permite a avaliação da resposta, tendo a dimensão de quanto o paciente respondeu ao tratamento", diz ele.
Messias esclarece que o exame consiste basicamente em fundir imagens funcionais, altamente sensíveis, com imagens anatômicas de alta resolução da tomografia computadorizada. Em paciente com câncer, por exemplo, isso resulta em imagens em todas as áreas com tumor metabolicamente ativo, revelando até lesões milimétricas, o que permite avaliar, ao mesmo tempo, presença, localização, detalhes morfológicos e funcionais de todas as áreas afetadas do corpo. "Os especialistas têm a oportunidade de acompanhar os pacientes desde a suspeita da doença, avaliando em que grau se encontra, se está em determinado órgão ou se já é metástase", complementa.
Por estar disponível em poucas cidades no País, o PET/CT ainda é desconhecido de muitas pessoas, até mesmo por profissionais da área de saúde. A exceção é entre os oncologistas, que possuem extrema noção da importância do exame. "Sem dúvida nenhuma é um grande avanço, que trouxe uma segurança para os oncologistas. Além da imagem anatômica, ele dosa o metabolismo do tumor. Nenhum outro exame faz isso", diz o cirurgião oncológico Jorge Mali.
De acordo com os especialistas, no caso de câncer de pulmão, a alta capacidade do PET/CT de acertar o diagnóstico permite a redução de cirurgias desnecessárias em até 40% dos casos.
No caso de câncer de mama, o uso do PET/CT leva a mudança no estadiamento clínico de 36% dos casos avançados, e pode provocar alteração na conduta clínica em 58% dos casos. Além disso, o aparelho mostra a resposta do paciente à quimioterapia já nos primeiros ciclos do tratamento, o que também pode refletir em novo tratamento. Na prática, isso significa para o paciente menos sofrimento, mais qualidade de vida e, consequentemente, maior sobrevida.
"Com certeza é um exame indispensável, que já entrou como procedimento e avaliação de qualquer tipo de câncer. O PET pode mudar completamente o caminho que o paciente vai seguir", frisa Jorge Mali.

