Com um sorriso enorme, Daniel, de cinco anos, recebeu a reportagem da FOLHA em sua casa. Correndo pelo quintal e brincando com os cachorros, ele levou a equipe até a sua mãe como qualquer criança da idade dele. A costureira Derli Bernardino, de 45 anos, conta que quando o menino nasceu ninguém falou que ele tinha síndrome de Down, mas ela não teve dúvida. "Tenho uma irmã com a síndrome e, quando olhei para ele, eu já percebi que Deus tinha me enviado um ‘Downzinho’", recorda.
Desde os 14 dias de vida, Daniel frequenta instituições especializadas. A mãe garante que os estímulos de profissionais de várias áreas trouxeram bons resultados para seu filho, que hoje frequenta a creche como as demais crianças de sua idade. "O meu filho nunca sofreu preconceito, as outras crianças o adoram. Aqui em casa, a gente até esquece que ele é Down, e o tratamos normalmente como uma criança de cinco anos", afirma a mãe.
Derli está ansiosa em relação às novas terapias que devem chegar para auxiliar os pacientes com síndrome. "É maravilhoso isto. A gente já sabe que o Daniel tem muita capacidade, imagine quando ele tiver acesso a estes medicamentos", vislumbra a mãe. Além das terapias convencionais, Daniel faz equoterapia com a ajuda financeira de um parente. As sessões com o cavalo apresentaram resultado efetivo na postura, equilíbrio e até mesmo na fala de Daniel.
"Quero que o Daniel tenha condições de andar pela cidade com tranquilidade, faça faculdade e tenha um emprego. Quando este remédio estiver disponível, vou buscar ajuda para poder oferecer isto a ele", garante. (M.A.)

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