Estudo vincula mutação genética a morte súbita
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domingo, 01 de abril de 2018
France Presse 
Paris - A morte súbita do bebê, que tira o sono de muitos pais, poderia ter uma origem genética, segundo pesquisadores. Um estudo americano-britânico sugere um possível vínculo entre casos de morte súbita do lactente e uma mutação genética rara, que afeta o funcionamento dos músculos respiratórios.
Os autores do estudo, publicado na revista médica The Lancet, afirmam que embora este vínculo seja confirmado, isto não explicaria por si só a morte dos bebês. Por isso, lembram a importância de respeitar as recomendações para evitar mortes súbitas: deitar os bebês sobre as costas e evitar que durmam na cama dos pais.
A morte súbita do bebê é o falecimento repentino de uma criança menor de dois anos - frequentemente menor de seis meses - para o qual não se identificou nenhuma causa. "Nosso estudo é o primeiro que vincula a morte súbita a uma fragilidade dos músculos respiratórios, cuja causa é genética. Serão necessárias mais pesquisas para confirmar e entender este vínculo", informou um dos autores do estudo, o professor britânico Michael Hanna, citado pela The Lancet.
A mutação do gene SCN4A é incomum: considera-se que ocorra em menos de cinco indivíduos por grupo de cem mil pessoas. Mas os estudiosos a encontraram em quatro das 278 crianças que sofreram morte súbita acompanhadas no estudo. Os cientistas não encontraram o gene em nenhum dos 729 adultos sadios que estudaram de modo comparativo.
Estas mutações são associadas a uma série de problemas neuromusculares genéticos (como miopatias e síndromes miastênicas) e a dificuldades respiratórias.

