Estudo da consciência para uma saúde integral
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domingo, 18 de março de 2012
Fernanda Borges <br> Reportagem Local 
Duas ciências inovadoras têm contribuído para melhor qualidade de vida das pessoas. A projeciologia e a conscienciologia estimulam o autoconhecimento por meio do estudo do indivíduo com o objetivo de promover a saúde e a evolução pessoal. Disseminadas pelo mundo desde a década de 1990, após o lançamento do tratado científico ''700 Experimentos da Conscienciologia'', do médico e cientista mineiro Waldo Vieira - que atualmente vive no Paraná - as ciências abordam métodos de pesquisa para despertar o indivíduo para aspectos naturais e parapsíquicos de sua evolução.
A médica anestesista Ellen Quintela, que também é consciencioterapeuta da Organização Internacional de Consciencioterapia (OIC) em Foz do Iguaçu, explica que a conscienciologia pesquisa a saúde a partir de um ponto de vista multidisciplinar e a denomina como - saúde consciencial - ou seja, ressalta a importância do indivíduo em ter suas próprias experiências.
''Para você passar pelo processo da saúde é importante que você faça essa auto-gestão da sua enfermidade. Consideramos até um paradoxo a pessoa que busca uma cura sem se comprometer integralmente com ela. Conseguimos visualizar muito isso, por exemplo, nos pacientes com diagnósticos mais complicados como um câncer. O paciente pode ter a função orgânica comprometida se ele não quiser sair daquilo, daquele meio desorganizado que está vivendo'', diz.
Tanto uma ciência como a outra não se posiciona contra a nenhum tipo de tratamento, seja ele, da medicina tradicional ou alternativa. Segundo a médica, a conscienciologia busca somar ações na busca da recuperação física e mental do indivíduo e mais: age como profilaxia na vida da pessoa. ''Ajudamos a pessoa no tratamento, no alívio, mas o objetivo principal é a profilaxia, a prevenção. Buscamos ajudar a pessoa a fazer essa prevenção do estado de desorganização dela e para isso existem várias técnicas''.
Processo - Até a década de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considerava a saúde um ''completo bem estar físico, mental e social'' e não somente a ausência da doença. Desde 1997, a OMS incluiu em seu conceito também, o bem estar espiritual. Segundo Ellen, esse processo se deu depois que algumas pesquisas da área da psicologia e da medicina não conseguiam explicar doenças como a Síndrome de Burnout (consequência mais forte do estresse), cefaléias, ou até mesmo alguns tipos de depressões sem o defcit de serotonina (hormônio responsável pela sensaçao de bem estar).
''Tudo isso nos faz entender que a sociedade é muito doente e que existem doenças que não conseguimos explicar. Procuramos aprofundar o conceito de saúde prático. Entendemos que não dá só para ser politicamente correto dentro do conceito de saúde, você precisa entender que a saúde é responsabilidade de cada um'', ressalta.
Dentro da OIC, médicos, psicólogos e outros especialistas procuram trabalhar com patologias humanas ou psíquicas da consciência através do processo da autocura. Ainda segundo a consciencioterapeuta, dentro de um ambiente otimizado, as pessoas são estimuladas a olhar para si mesmas num processo de auto-experimentação para conseguir reorganizar sua própria doença.
''É um processo de autopesquisa. Um dos balizadores para a pessoa conseguir atingir esse equilíbrio é ela ter vontade e saber onde quer chegar. A saúde tem extrema relação com o quanto a pessoa conhece dela mesma. Quando uma pessoa une aquilo que sente, pensa e alia com as suas energias, sabendo o que quer e para onde quer chegar, essa pessoa consegue sentir o estado mais completo de seu equilíbrio e consequentemente, se prevenir de doenças e até mesmo curá-las'', afirma.

