Estudante não pode tomar leite de vaca
A ampola de adrenalina é a companheira da estudante Nathália Karolina Lima. Aos 14 anos ela já sabe há muito tempo o que é ter uma reação anafilática. A alergia ao leite de vaca apareceu quando a adolescente tinha apenas oito meses de idade e de lá para cá, a leitura de rótulos e informações sobre ingredientes e preparo de alimentos fazem parte da rotina diária dela. Nathália tem anafilaxia mesmo quando tem contato mínimo com o leite de vaca. A alergia já levou a menina ao hospital muitas vezes em estado grave.
A mãe, Sueli Aparecida Santos de Lima, de 37, dona de casa, afirma que quando Nathália começa a tossir, espirrar e ficar sem respirar, a primeira coisa a fazer é aplicar a injeção de adrenalina na coxa. Na escola todos os professores e diretores já sabem da alergia e, apesar de todo o cuidado, acidentes acontecem. "Muitas vezes olhamos o rótulo do alimento e não consta a presença de leite, mas ela tem reação após o consumo", conta a mãe.
Atualmente Nathália entende a sua situação e evita os alimentos com leite. Sueli afirma que hoje em dia há mais disponibilidade de produtos sem leite nos supermercados, mas quando a filha era pequena a situação da família ficava bastante complicada. "Na Páscoa acabávamos comprando chocolates importados sem leite. Quando ela ia a alguma festa de aniversário eu sempre fazia alguma coisa em casa e mandava para ela comer, porque o leite é um ingrediente presente em muitas receitas", destaca Sueli. (M.A.)




