Esteticista muda rotina para encarar nova fase
"Acabava de tomar banho e em pouco tempo já estava transpirando. Sentia um calor tão grande que chegava a me apavorar." Esta é uma lembrança bem marcante para a esteticista e massoterapeuta Cleide Poças, de 54 anos, em relação à fase do climatério.
Aos 49 anos, ela passou a sentir alguns sintomas, mas a menopausa só ocorreu aos 50. Mesmo com todos os sinais, Cleide confessa que demorou para procurar o ginecologista por achar que a reposição hormonal não faria bem à sua saúde.
"Até que chegou um momento em que os sintomas começaram realmente a me incomodar, pois meu emocional também mudou. Mexeu com tudo", diz Cleide, que não suspeitava que o período seria tão desconfortável.
Com as consultas, Cleide foi quebrando muitos preconceitos. Ela passou a usar um adesivo hormonal, o que a fez se sentir bem melhor, uma vez que teve boa redução dos sintomas. Além disso, passou a compreender que é uma fase da vida, assim como as mudanças na adolescência.
"Na vida adulta também passamos por transformações. Não é um período fácil para a mulher, por isso é importante buscar orientação com um ginecologista", ressalta Cleide, que complementa o tratamento com pilates, alongamento, caminhada e uma alimentação mais saudável. "Todo esse conjunto resulta em uma melhora perceptível. Para ajudar na ansiedade e nervosismo, também recorro à massagem antiestresse", destaca.
De acordo com a ginecologista Ana Lúcia Ribeiro Valadares, adotar um estilo de vida mais saudável é fundamental no tratamento. Além de evitar o tabagismo, é preciso praticar atividade física e cuidar da alimentação. "Hoje a gente sabe que a pessoa praticando exercícios físicos regularmente e tendo uma dieta saudável já elimina maior parte de todas as doenças", salienta.
Hoje, o tratamento básico que consiste na reposição hormonal, possui inúmeras opções de uso, entre elas a via oral, adesivo (transdérmica), em gel ou até mesmo os cremes vaginais. "As vias transdérmicas não têm uma primeira passagem pelo fígado e, portanto, têm menos efeitos colaterais. Atualmente é a que mais apresenta benefícios em termos de tolerância, mas o custo ainda é maior se comparada a outras vias", observa Ana Lúcia.
Já o creme vaginal deve ser utilizado pelas mulheres que não têm sintomas ou que já passaram muitos anos da menopausa. Mas como boa parte da evolução também é a busca cada vez maior em atender a necessidade de cada paciente, ou seja, de maneira individualizada, as doses de hormônios têm sido menores, mas com os mesmos benefícios e mais segurança à saúde. (M.O.)




