Estados americanos querem liberar uso médico da maconha Usina das células é ponto fraco de tumores
Washington - Dois governos estaduais dos Estados Unidos apresentaram um pedido à DEA, agência federal de luta contra o tráfico de drogas, para reclassificar a maconha e facilitar seu uso com fins médicos.
Os governadores Christine Gregoire (democrata), do estado de Washington (noroeste), e Lincoln Chafee (independente), de Rhode Island (nordeste), enviaram uma petição à DEA (Drug Enforcement Administration) para que os médicos possam prescrever esta substância em seus estados. ''A solicitação obrigará a DEA a realizar um novo estudo científico e analisar os últimos avanços na pesquisa sobre a canabis'', disse a governadora de Washington em um comunicado publicado em sua página na internet. ''Todas as pesquisas mostram que a grande maioria dos americanos considera legítimo o uso medicinal da maconha'', disse Gregoire. A solicitação é para que o governo federal classifique a maconha como uma droga de ''categoria 2'', que permitiria seu uso médico legal. A maconha se classifica atualmente na ''categoria 1'', que impede sua utilização para o tratamento de pacientes.
São Paulo - Uma nova pesquisa diz ter mostrado que as mitocôndrias (as usinas de energia das células) são, ao mesmo tempo, a base da existência do câncer e o calcanhar-de-aquiles da doença. É uma afirmação grandiosa, que ainda precisa de mais estudos para ser comprovada, mas o trabalho coordenado por Michael Lisanti, da Universidade Thomas Jefferson (EUA), traz dados intrigantes sobre a ação dos tumores - um comportamento que tem algo de vampiresco. Usando amostras de cânceres de mama, cercadas de tecido saudável, não afetado pelo tumor, os cientistas verificaram que as células tumorais aparentemente estavam ''sugando'' as sadias, usando-as como combustível para suas mitocôndrias. Esses ''pulmões'' celulares são responsáveis por usar o oxigênio para produzir energia. Em laboratório, os pesquisadores americanos buscaram, nas células tumorais e nas suas vizinhas sadias, sinais das substâncias produzidas pelas mitocôndrias. O que eles viram é que, enquanto as células de câncer apresentavam marcas de altíssima atividade das mitocôndrias, as sadias no entorno estavam quase ou totalmente paradas, com pouca ação mitocondrial.




