Espectroscopia cerebral ajuda no diagnóstico
O paciente que apresenta doença de Alzheimer possui uma proteína em excesso em determinadas áreas do cérebro. Muitas vezes, quando os exames clínicos apontam para a doença, o médico solicita um exame de imagem chamado espectroscopia cerebral por ressonância magnética, que auxilia no diagnóstico, ao identificar se o paciente apresenta esta proteína específica em excesso.
Segundo o médico radiologista Guilherme Zwicker, o exame é complementar. "A espectroscopia faz a leitura da gama de compostos químicos que podem identificar a formação inicial de possíveis doenças. Ele é uma ajuda a mais para o profissional", salienta o médico.
Além da imagem fornecida pela ressonância magnética, a espectroscopia identifica a quantidade e os diferentes tipos de proteínas, lipídeos e açúcares presentes no organismo, e permite avaliar a integridade neuronal, as vias de comunicação entre os neurônios e o funcionamento destes sistemas. "Conseguimos observar se os neurônios estão comprometidos e isso, geralmente, acontece antes das outras alterações físicas cerebrais", afirma. O médico acrescenta que, como as áreas afetadas pela doença de Alzheimer já são conhecidas, o aparelho de espectroscopia é direcionado para avaliar estas regiões específicas.
O radiologista salienta que o exame é pouco solicitado pelos médicos em geral, apesar de possuir indicações bastante abrangentes. "Como não é necessário utilizar contraste, o exame não tem contraindicações", aponta. Conforme ele, a espectroscopia é indicada quando o paciente apresenta as primeiras queixas que podem estar relacionadas à doença de Alzheimer. A espectroscopia ainda é indicada para ajudar no diagnóstico de câncer de próstata e têm condições de auxiliar na definições de lesões que outros exames podem apresentar como tumores, infecções ou inflamações. (M.A.)




