Em busca do desejo perdido
Especialistas da saúde têm sentido um aumento na procura por ajuda médica para tratamento do desejo sexual. A médica sexual de Londrina, Angela Beatriz Vilwock Bachtold, explica que as queixas envolvendo a perda do desejo são inúmeras e muitos pacientes, principalmente as mulheres, sonham com uma soluação imediata, o que geralmente não é possível sem o comprometimento do casal.
''Vários são os fatores que podem atrapalhar o desejo sexual como a rotina, o envelhecimento, a maternidade, mas principalmente a falta de comunicação. Independentemente da causa, sempre é possível solucionar o problema, principalmente quando há um envolvimento dos dois'', diz.
Angela é ginecologista e especialista em sexualidade humana pela Universidade de São Paulo (USP). Ela ressalta que geralmente os problemas ligados à falta de desejo têm a ver com a educação sexual do homem ou da mulher. Segundo a médica, quando há uma boa comunicação e iniciativa de ambas as partes, o sexo tende a se tornar cada vez melhor.
''É muito comum as mulheres deixarem de pensar em sexo. Outro fator é que os casais passam a discutir a relação somente quando não estão se sentindo bem. Quando o parceiro sabe transmitir seus sentimentos, suas vontades, um bom relacionamento acaba surgindo como consequência. É importante quando um sabe o que o outro gosta, principalmente na hora do sexo'', destaca.
De acordo com a especialista, uma pesquisa norte-americana apontou o desejo como um dos principais fatores que remetem ao homem ou a mulher terem interesse em conquistar alguém. Quando se trata de relacionamentos estáveis e já bem estabelecidos, Angela reforça que é importante o casal manter sempre essa fonte de desejo para que o sexo não deixe de ocorrer com qualidade.
''A mulher precisa valorizar mais o relacionamento sexual e entender a importância disso para o casal. O cultivo da privacidade a dois e também da individualidade do homem e da mulher é um fator muito importante. O sexo dura a vida inteira e pode ser praticado com qualidade em qualquer fase, basta que o casal saiba lidar com isso e que procure ajuda quando for necessário'', finaliza. (F.B.)




