No Hospital Universitário (HU) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), a telemedicina é utilizada para o ensino e possibilita o contato com outros profissionais da saúde localizados em diversos Estados e até em outros países. A superintendente do HU, Margarida Carvalho, explica que a tecnologia permite a comunicação com outros centros de ensino e que isso possibilita a difusão do conhecimento e a troca de experiências. "Nossos professores podem acompanhar e até participar de bancas de teses de doutorado e dissertações de mestrado que estejam ocorrendo em outras universidades", salienta.
O Núcleo de Telemedicina e Telessaúde (NTT) é um setor dentro do HU que conta com salas de transmissão e recepção. "Também utilizamos esta tecnologia como uma ferramenta de gestão", explica. Conforme ela, em todo o Brasil, há grupos de interesses especiais abertos a participação de qualquer profissional interessado que tenham acesso a esta tecnologia. "São grupos nacionais e internacionais de discussão, cada um com um assunto específico", esclarece.
O médico responsável pelo NTT do HU, Francisco Pereira Silva, explica que a telemedicina chegou ao Brasil na década de 90 e, de lá para cá, o que melhorou foi a agilidade e a qualidade do sistema. Ele conta que a telemedicina impulsionou a implantação de uma rede nacional de pesquisa no Brasil que resultou na criação de diversos núcleos de estudos. "A telemedicina é um capítulo que está entrando em algumas faculdades, é preciso formar o aluno na academia para que ele saiba lidar e aproveitar esta tecnologia", defende.

Cursos


O Hospital Evangélico de Londrina também utiliza a telemedicina. A instituição filantrópica é filiada a programa do Ministério da Saúde que possibilita que profissionais de Londrina e das cidades da região assistam cursos sobre temas variados ministrados na Santa Casa de São Paulo.
O interventor judicial do Hospital Evangélico, Luiz Soares Koury, explica que todas as semanas há palestras e várias entidades enviam seus colaboradores para assistir. "Ao final da apresentação, eles têm oportunidade de fazer perguntas e interagir com os palestrantes", explica. Koury acrescenta que a maior parte dos assuntos são relacionados com a gestão dos hospitais e abordam o relacionamento com o Ministério da Saúde, a filantropia e o atendimento prestado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Koury salienta que, no HE, a telemedicina é utilizada na capacitação, orientação e atualização dos profissionais. "Temos ainda uma tecnologia que nos permite transmitir imagens do centro cirúrgico para o auditório e o sistema possibilita a interação entre as pessoas que estão nas duas salas", explica. Conforme ele, esta tecnologia é usada duas vezes por ano em um curso da área de ginecologia.(M.A.)

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