Em 75% dos casos o prognóstico é bom
O neurologista Osvaldo Nascimento ressalta que em 75% dos casos da Síndrome de Guillain-Barré (SGB), o prognóstico é favorável. Isso se deve principalmente ao diagnóstico e tratamento imediato. Uma notícia muito animadora para quem passou por momentos de desespero e angústia por conta da doença.
É o caso do pequeno João Ricardo, de 7 anos. A família mora em Cascavel (Oeste) e como muitos brasileiros, não sabia da existência da SGB.
O pai, Edson Barreiras, conta que há cerca de um ano e quatro meses, após um passeio em uma casa de campo, o filho começou a apresentar fraqueza. Poucos dias depois, o esforço para caminhar e as quedas ao sair da van escolar vieram acompanhadas de queixas de dor.
"Procuramos um médico, que receitou um anti-inflamatório e atribuiu todos os sintomas ao esforço físico. Nos dias seguintes, o quadro piorou e ele já não conseguia mais agachar e nem andar mais sozinho", lembra o pai.
A família procurou um neurologista e na avaliação clínica já foi dado o diagnóstico. "Fizemos uma série de exames e confirmou Guillain-Barré. A gente não tinha a mínima ideia do que se tratava", diz.
João Ricardo foi internado imediatamente e passou a receber imunoglobulina endovenosa. "Durante um tempo ele foi acompanhado pelo neurologista e hoje é vida normal. Ele não teve nenhuma sequela e acho que o sucesso foi a rapidez do tratamento", desabafa o pai.
Apesar das boas chances de recuperação, o médico cita que 20% dos pacientes podem apresentar sequelas e 5% ir a óbito em decorrência de complicações respiratórias, arritmia, entre outros. (M.O.)




