Um fator que está preocupando a classe médica é o aumento dos índices da doença, por conta da maior expectativa de vida da população. Pesquisas apontam que nos próximos cinco anos cerca de 350 mil brasileiros devem desenvolver a DMRI.
Por acometer mais os idosos, a DMRI é preocupante porque está diretamente ligada à qualidade de vida e à segurança destas pessoas. O chefe do Departamento de Oftalmologia do serviço de retina e vítreo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e presidente da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo, Walter Takahashi, explica que a doença interfere nas atividades relacionadas ao lazer, como ver televisão, fazer crochê, jogar baralho, entre outras. ''Há ainda o risco de tropeçar, cair, fraturar os ossos e se tornar dependente de familiares'', salienta.
Os fatores de risco para a doença são idade, tabagismo, hipertensão arterial, colesterol aumentado, obesidade e raça - pessoas claras e de olhos claros têm chances aumentadas de desenvolver DMRI. A hereditariedade também deve ser levada em conta. A doença é silenciosa e geralmente é diagnosticada em estágio avançado. As perdas na visão por ela provocadas são irreversíveis, por isso é recomendado que as pessoas com mais de 50 anos consultem um oftalmologista anualmente. ''Durante a consulta o médico faz um exame no fundo do olho e se necessário realiza exames complementares para auxiliar no diagnóstico'', detalha Alves Junior.
O oftalmologista destaca que manter uma vida saudável ajuda a prevenir a doença. Ele recomenda que as pessoas evitem cigarro e excesso de peso, controlem a pressão arterial, pratiquem atividades físicas regulares e tenham uma dieta rica em vitaminas A, C, E e ômega 3. (M.A.)

mockup