"Ele sofre, chora, está depressivo e tem vergonha de depender de todos. Me sinto preparado em relação à perda do meu pai porque é muito complicado ver todo esse sofrimento." O desabafo de Paulo Roberto Daniel, de 57 anos, é sobre o pai Cirilo, de 86.
Bastante emocionado, ele conta que a vida de toda a família mudou quando Cirilo foi diagnosticado com câncer de próstata, em 2008.
Paulo vem sendo atendido pela Equipe Interdisciplinar de Cuidados Paliativos Oncológicos (EICPO) do Hospital do Câncer de Londrina. "Eles são anjos da guarda. Eles conversam muito comigo sobre o que é melhor para o meu pai e isso me dá fôlego", ressalta Paulo.
Criada em 2006, a EICPO é formada por três médicos, enfermeira, técnica de enfermagem, psicóloga, assistente social, fisioterapeuta e fonoaudióloga e nutricionista, quando necessário.
"Trabalhamos em três frentes. Na enfermaria, em domicílio e também no ambulatório", conta a nefrologista e membro da equipe, Etel dos Santos Fernandez. (M.O.)

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