'Elas acabam de fazer amor e querem falar de amor'
A socióloga e sexóloga Maria Helena Matarazzo lembra que a paixão já chegou a ser comparada ao ópio por cientistas pelo fato de deixar as pessoas ''viciadas'' em função dos hormônios naturais e substâncias químicas produzidas pelo organismo. ''A paixão faz com que o indivíduo se sinta na fronteira da insanidade e da loucura. Dura em média dois anos. Quando nos apaixonamos nos sentimos como se estivéssemos a dois passos do paraíso'', afirma.
De acordo com a sexóloga, existem mulheres que não conseguem viver o sexo casual e precisam se envolver, outras já são mais liberais. Pesquisa recente considerou que os cariocas são campeões do sexo casual, sem compromisso. Para Maria Helena, isso deixa uma sensação de desafio para muitas mulheres. ''Para os homens, a ejaculação é a saciedade. As mulheres têm uma excitação sexual residual, então elas acabam de fazer amor e querem falar de amor. Elas querem prolongar o prazer''.
Sobre os encontros sexuais, a especialista aponta que, apesar de muitos acontecerem de repente, é muito comum que os parceiros se observem, se comparem. ''As pessoas que ficam preocupadas com a mecânica da relação não se entregam e o encontro se torna robotizado. Uma relação é para ser de verdade. Existem conexões eróticas de todos os tipos, algumas perfeitas, outras não. As vezes ocorre a entrega, o encaixe dos dois lados. A atração sexual só se transforma em amor se a pessoa se envolver, se ela abranger o outro como um todo e não apenas o corpo'', finaliza. (F.B.)




