Não se sabe qual é o tamanho deste exército. Embora haja quem ostente, a maioria trabalha silenciosamente.

Não há cadastros confiáveis nem algum tipo de controle sobre o que produzem. Mas eles estão por toda parte, ainda que em número menor do que o necessário.

Alegram crianças com câncer em hospitais, limpam e pintam praças, leêm livros para deficientes visuais, vão a asilos fazer faxina, esquentam a barriga em um fogão em alguma festa beneficente, a esfriam em um tanque para lavar roupas em orfanatos. Lutam por limpeza dos lagos e rios, fazem programas educativos em rádios.

Povoam rios com alevinos. Desentopem bocas-de-lobo. Plantam árvores. Recolhem jornais em bicicleta, vendem, compram brinquedos com o dinheiro arrecadado. Os voluntários de Londrina não tem cara. São crianças, jovens, idosos, ricos, pobres, do centro, da zona sul, da zona norte, dos distritos.

Diariamente fazem sua homenagem à cidade e ficam com a consciência bem mais tranquila do que o condoído que deposita sua moeda de R$ 1,00 em alguma mão castisgada de mendigo.

Parodiando JFK, não perguntam o que a cidade pode fazer por eles. Um dia eles se perguntaram o que podiam fazer pela cidade...

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