Duas crises e uma vida normal
Há 15 anos, Rafael (nome fictício), de 47 anos, teve sua primeira crise epilética. O episódio aconteceu durante um almoço de família e deixou todos preocupados. Cerca de três meses depois, ele teve uma segunda crise semelhante. Após iniciar o acompanhamento com o neurologista, ele começou a tomar remédios para evitar novas crises e obteve progressos. "Nunca mais tive crises. Sempre tive uma vida normal, não precisei me afastar do trabalho e nem mudar a minha rotina", explica.
Diante do quadro estável, Rafael deve parar de tomar a medicação dentro de alguns meses. "O médico disse que eu já estou tomando uma subdose do remédio e o objetivo é parar", comenta. Apesar da indicação médica, Rafael e a esposa não se sentem totalmente seguros para interromper a medicação. "A crise é muito feia para quem vê, prefiro tomar uma subdose para o resto da vida e me sentir mais tranquilo do que parar com o remédio e ficar o tempo todo com medo de ter uma nova crise", salienta. (M.A.)




