Dor na mandíbula, desconforto ao mastigar e dificuldade para abrir a boca estão entre os sintomas da Disfunção Temporomandibular, condição que afeta as articulações da mandíbula e os músculos responsáveis pela mastigação. Essas estruturas são utilizadas em atividades cotidianas, como falar, mastigar e abrir ou fechar a boca.

A DTM é tema de capacitação realizada nesta terça-feira (27) pela Secretaria Municipal de Saúde de Londrina, com o objetivo de aprimorar a identificação, a avaliação e o manejo inicial pelas equipes de saúde bucal das Unidades Básicas de Saúde. Também integra a preparação da rede municipal para o início, em breve, dos encaminhamentos à especialidade no Centro de Especialidades Odontológicas da UEL (Universidade Estadual de Londrina).

Entre os sinais e sintomas da DMT estão:

- dor na mandíbula, no rosto ou próxima ao ouvido

- dor ou cansaço ao mastigar

- dificuldade para abrir a boca -

limitação dos movimentos

- episódios de travamento mandibular.

Estalos e outros ruídos também podem ocorrer, mas, quando aparecem isoladamente, sem dor ou prejuízo dos movimentos, não significam, por si só, necessidade de tratamento especializado.

Apertar ou ranger os dentes também merece atenção, especialmente quando há dor ou dificuldade para movimentar a mandíbula. Entretanto, o bruxismo isolado não corresponde necessariamente a um quadro de DTM. A avaliação odontológica é fundamental para identificar a origem dos sintomas e indicar o cuidado adequado.

Você sabe reconhecer os sinais?

Como apoio à orientação da população, o professor especialista Edwin Contreras, da UEL, elaborou um material educativo sobre DTM, com informações sobre sintomas, hábitos que merecem atenção e a importância da avaliação profissional.

Imagem ilustrativa da imagem Dor na mandíbula ou ao mastigar pode ser sinal de DTM

O conteúdo orienta a observar dor, dificuldade para abrir a boca, desconforto ao mastigar e episódios de travamento. Também chama a atenção para hábitos como mascar chiclete por períodos prolongados, roer unhas, morder objetos e apertar os dentes durante o dia.

A recomendação é evitar a automedicação e procurar a UBS para avaliação.

Atendimento começa na UBS

A população deve procurar a equipe de saúde bucal da UBS de referência para a primeira avaliação. O cirurgião-dentista investigará os sintomas, realizará o exame clínico e verificará se a dor ou a dificuldade de movimentação está relacionada à DTM ou a outra condição que necessite de tratamento.

Nos casos indicados, o cuidado será iniciado na própria UBS, com orientações, medidas de manejo e acompanhamento. Se houver necessidade de atendimento especializado, a equipe registrará o encaminhamento para o CEO da UEL por meio da regulação municipal, que avaliará a indicação e a prioridade clínica conforme os critérios definidos para o serviço.

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Encaminhamento ao CEO

Entre as situações previstas para encaminhamento estão a DTM com dor persistente ou recorrente que não apresente resposta satisfatória após pelo menos três semanas de manejo inicial; limitações persistentes dos movimentos da mandíbula relacionadas à DTM; episódios recorrentes de travamento; e bruxismo associado à DTM dolorosa ou a comprometimento funcional que exija avaliação especializada.

Esses critérios orientam o acesso à especialidade e não representam um prazo para que a pessoa procure ajuda. A avaliação na UBS deve ser buscada diante dos sintomas, para que a equipe identifique a necessidade de cuidado e a conduta apropriada para cada situação.

Quadros de dor de origem dentária ou de outras condições bucais receberão o direcionamento correspondente. Algumas situações também podem exigir tratamento odontológico prévio para viabilizar a abordagem especializada da DTM.

O acesso às vagas reguladas no CEO da UEL ocorrerá, portanto, a partir da avaliação e do encaminhamento pela UBS. A unidade básica continuará como referência para o usuário, mantendo o acompanhamento da saúde bucal em articulação com o serviço especializado.

(Com informações do N.Com)

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