A professora Creuza Moreira Silva tem osteopenia, uma condição que predispõe à osteoporose. "O médico disse que se eu não me cuidar posso ter osteoporose, por isso faço caminhadas e tomo cálcio e vitaminas", garante. Conforme ela, a fragilidade dos ossos foi identificada em março deste ano em um exame de rotina. "Sei que faço parte da minoria que descobre a predisposição para o problema antes da ocorrência de fraturas. Meu pai, já falecido, tinha osteoporose, por isso levo os cuidados muito a sério para não desenvolver a doença", salienta. Os filhos de Creusa têm 34 e 37 anos e, desde já, tomam medidas preventivas para evitar o problema, como a prática de atividade física e a adoção de dieta saudável.

Há dez anos, a auxiliar de serviços gerais Maria Antonieta Souza da Silva, de 62 anos, foi atropelada. O acidente resultou na colocação de uma placa de platina em uma das pernas e, durante o tratamento, ela descobriu que tinha osteoporose. As dores constantes nos ossos já fazem parte da rotina de Maria Antonieta e a doença mudou a sua vida. "Hoje tomo vários remédios, além de cálcio e vitamina D. Estou tentando reduzir a minha carga de trabalho, faço fisioterapia e acompanhamento frequente com o médico", comenta. Apesar de tomar muito cuidado para não cair, há cerca de quatro meses, Maria Antonieta teve uma fratura no tornozelo. "Sempre que estou sentada me levanto devagar e apoiando em alguma coisa porque sei que, se eu cair, posso ter mais fraturas", aponta. (M.A.)

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