Doença exige acompanhamento frequente
De acordo com o médico pneumologista Olavo Franco Ferreira Filho, responsável pelo Ambulatório de Pneumologia do Hospital Universitário (HU) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), a pressão arterial pulmonar é medida na artéria que leva o sangue do pulmão até o coração. Ele explica que, após diagnosticada a doença, é preciso fazer acompanhamento médico frequente. ''O diagnóstico deve ser feito por um médico especialista; e o tratamento que temos é feito com medicamentos que fazem a vasodilatação da artéria pulmonar'', explica.
O médico explica que a doença é progressiva e que não há medicamentos que retardem este processo. ''Os remédios fornecem uma qualidade de vida melhor para o paciente, mas ainda não temos uma medicação que bloqueie a doença'', esclareceu. Conforme o pneumologista, a pressão arterial pulmonar normal tem uma medida de 25 mmHg. Quando o paciente apresenta um número entre 25 mmHg e 30 mmHg, ele fica em observação. ''Acima disso fazemos um cateterismo para confirmar o diagnóstico e durante o procedimento descobrimos se o paciente responde a determinado tratamento ou não. Quanto mais precoce iniciarmos o tratamento, melhor será a sobrevida do paciente'', destaca. O diagnóstico é feito num exame de ecocardiograma (ultrassonografia do coração) e confirmado com exames complementares, como é o caso do cateterismo.
A doença tem uma progressão rápida e leva a morte. Conforme o médico, os pacientes que descobrem o problema quando estão com um índice de 50 mmHg de pressão arterial e tratam corretamente, tem uma sobrevida de 15 anos em média. ''Infelizmente não é comum isso acontecer, às vezes recebemos pacientes com pressão em torno de 120 mmHg, estes vivem cerca de dois anos'', lamenta. Ele acrescenta que ainda assim é preciso fazer o tratamento, já que os remédios tem como finalidade principal melhorar a qualidade de vida.
Conforme o médico pneumologista Denison Noronha, os dois medicamentos usados para estes pacientes são o sildenafila (nome comercial - Viagra) e a bosentana. As doses mudam conforme a gravidade da doença e às vezes podem ser associados a outras drogas. Ele explica que a doença pode ser assintomática no início e que depois de algum tempo o paciente começa a ter sintomas como falta de ar e dores no peito e nas costas. ''Nos casos moderados da doença, o paciente começa a ter a atividade física restringida'', orienta. Conforme Noronha, a falta de ar se dá por conta do pouco fluxo de sangue que passa pelas artérias até chegar ao pulmão. (M.A.)




