Problemas respiratórios estão entre os maiores desafios para a sobrevivência de bebês prematuros, sendo esta a preocupação de 32% dos pais. A conclusão é de uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Pais, Familiares, Amigos e Cuidadores de Prematuros (ONG "Prematuridade.com"), que conta com cerca de 130. pais de bebês prematuro. Em segundo lugar, estão os problemas neurológicos, mencionados por 13% dos familiares. São considerados prematuros, os bebês nascidos com menos de 37 semanas de gestação ou abaixo de 2,5 kg de peso.
No Brasil, o tema merece destaque não só esta semana devido ao Dia Mundial de Atenção ao Prematuro, comemorado amanhã, mas também pelo alto índice de prematuridade no País. Segundo dados do Sistema de Informações de Nascidos Vivos, do Sistema Único de Saúde (SUS) e Ministério da Saúde, nascem cerca de 40 bebês prematuros por hora, que correspondem a 12,4% de taxa de prematuridade. Em ranking da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil está entre os dez países com maior número de nascimento de bebês prematuros, em relação a todos os partos realizados – índice que coloca o País em posição semelhante aos países de baixa renda.
Uma pesquisa científica - o estudo BREVI (BRazilian REspiratory VIrus Study, publicada no Pediatrics Infectious Disease Journal, em outubro de 2014) - também identifica os problemas respiratórios como uma grande preocupação para os pais de prematuros. A pesquisa revelou que o vírus sincicial respiratório (VSR) é a causa mais frequente de infecções respiratórias do trato inferior de bebês prematuros, nascidos com ou abaixo de 35 semanas de gestação, sendo duas vezes mais comum que o rinovírus (o mais comum entre os que causam resfriados). Este é um vírus de caráter sazonal, cuja estação de circulação varia de região para região.

DESAFIOS DA FAMÍLIA


A enquete da ONG Prematuridade.com revela ainda que o momento mais difícil vivenciado pelos pais de prematuros é sair do hospital sem o bebê (26%) que continua hospitalizado após a alta da parturiente. "As famílias ficam aflitas, com a falta de informação sobre a saúde do seu bebê, que permanece em UTI", afirma Denise Suguitani, fundadora e diretora executiva da ONG "Prematuridade.com". Esse sentimento é demonstrado na enquete, que registrou a "desumanização" da UTI (18%), inexistência de apoio psicológico para os pais durante a hospitalização do bebê (16%) e falta de informação sobre a saúde geral de seu bebê (9%) como situações desafiadoras para os pais de prematuros.

IMUNIZAÇÃO

Em atenção às necessidades específicas para a saúde do prematuro, a Sociedade Brasileira de Imunização (SBIM) criou um calendário de vacinações/imunizações especial, que pode ser conhecido no site da entidade (www.sbim.org.br).
"No Brasil, ainda temos uma grande disparidade em relação aos prematuros. Enquanto em algumas poucas regiões se observa um alto índice de sobrevivência de prematuros nascidos com poucos meses de gestação, em outras a mortalidade é grande, por falta de cuidados adequados. Nosso objetivo com este calendário é sugerir um padrão de cuidado para todas as localidades do País", afirma o especialista e vice-presidente da SBIM, Renato Kfouri.

SERVIÇO:
Mais informações pelo site www.prematuridade.com.

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