Cansado e indisposto para começar aquela atividade física? Se a resposta for sim, saiba que vários fatores podem ter influência, mas um deles é bem simples de ser contornado: a alimentação do dia a dia. É normal sentir aquela preguiça após um dia de trabalho, mas quando ela se torna frequente a ponto de impedir que a pessoa se dedique a outros compromissos, pode ser o corpo sinalizando que algo não anda bem.
A nutricionista Sinara Menezes, da Nature Center, destaca que distúrbios psicológicos como estresse, depressão e sensação contínua de fadiga podem estar ligados a fatores menos perceptíveis, como carências nutricionais, sono inadequado e problemas hormonais. "Nesses casos, a falta de motivação pode atingir desde pessoas comuns à praticantes regulares de atividades físicas", comenta, reforçando que, em iniciantes, é normal encarar a prática como um desafio.
No entanto, é justamente a frequência que fará diferença. Sinara explica que o corpo desenvolve um condicionamento quando é submetido a esforços constantes, e o exercício, que antes gerava exaustão, vai aos poucos se tornando suportável.
Além disso, um cardápio estruturado com nutrientes oriundos de diversos grupos alimentares é indispensável tanto para melhorar a resposta do corpo durante os exercícios quanto para ter motivação em exercê-los. "Como muitos praticantes são adeptos de dietas deliberadas, alguns alimentos essenciais para produção de energia são negligenciados e podem afetar totalmente o desempenho durante a atividade e a posterior recuperação muscular", sustenta Sinara.

CARDÁPIO
Nutricionista em Londrina, Tatiana Hirooka Guerra aproveita para reforçar que o cardápio deve harmonizar o dia todo e não apenas no pré ou pós-treino. Ela cita por exemplo, que a carência de ferro pode causar fadiga, sonolência e, consequentemente, menos disposição.
Sinara completa, afirmando que essa deficiência pode acarretar no surgimento da anemia (quando a concentração de glóbulos vermelhos no sangue é reduzida drasticamente, comprometendo o transporte de oxigênio no organismo), da mesma forma que a carência de magnésio também afetará o desempenho muscular. "A constante oferta desses nutrientes é essencial, pois boa parte deles é eliminada através da transpiração e da urina e, portanto, devem ser repostos diariamente através da alimentação", afirma.
A indisposição, que pode ter como fatores a ansiedade e estresse, pode ainda ser combatida pelo consumo de vitaminas do complexo B, que atuam no sistema nervoso central e estão presentes nos cereais integrais, castanhas, frutos do mar e carnes. "Além disso, há os alimentos ricos em triptofano que é um precursor da serotonina, chamada de hormônio do bem-estar e pode ser encontrado no ovo, leite, amêndoas, castanhas, banana e derivados do leite", aponta Tatiana.
Os carboidratos, bastante conhecidos pela oferta de energia, também desempenham um papel importante, uma vez que são armazenados na forma de glicogênio (combinação molecular de glicose).
"Privar-se desse tipo de alimento ou reduzir drasticamente sua oferta pode comprometer a força necessária para desempenhar atividades diversas. Levando a situações adversas como perda de massa muscular e a consequente queda do metabolismo", detalha Sinara.
Já as proteínas que ajudam na construção de diversos tecidos, inclusive os músculos, são fundamentais para o ganho de massa magra e no aumento da resistência física.

Imagem ilustrativa da imagem Dieta pode sabotar atividade física

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