Diagnóstico precoce pode curar até 90% dos casos
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Fotos: Anderson Coelho 
A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e o Instituto Lado a Lado pela Vida estão mobilizados para fazer um alerta aos homens neste mês, que ocorre o movimento Novembro Azul. A campanha que tem como tema - Um Toque, um Drible - pretende conscientizar os homens sobre a necessidade de se submeter ao exame físico - o toque retal -, devido a resistência de muitos homens. A SBU aponta que 90% dos casos da doença são curáveis, desde que diagnosticados no estágio inicial.
Consciente dos perigos dessa doença que, há 15 anos, o administrador de empresas Claudenir Briganó, de 55, começou a ir anualmente ao urologista para fazer os exames preventivos. "Com a chegada dos 40 anos achei que era importante iniciar o acompanhamento com o urologista, isso me traz segurança e tranquilidade com a minha saúde", afirma.
O administrador comenta que observa pouca recusa de amigos em fazer o exame. "Eu vejo o exame como um benefício, a recusa pode trazer consequências muito graves. Na minha opinião o preventivo é melhor do que o curativo", destaca. Para Claudenir, já passou da hora das pessoas superarem o preconceito. "A gente só valoriza a saúde quando está com ela em risco, e neste caso pode ser tarde", sentencia.
O vendedor Antônio Tramontina, de 68, pensa da mesma forma. Há cerca de dois anos, ele descobriu um nódulo na próstata durante um exame de rotina. "Fizemos o exame de sangue, o toque, o ultrassom e o médico me disse que eu tinha um nódulo. Acabei optando pela cirurgia que faz a retirada da próstata por inteiro", explica. O vendedor afirma que a descoberta só foi possível porque ele sempre foi muito rigoroso com a realização dos exames preventivos. "Vou ao médico para fazer o acompanhamento desde os 40 anos e hoje eu sei que valeu a pena me preocupar com a minha saúde", comenta.
A cirurgia de Antônio foi bem sucedida, e após o procedimento ele fez fisioterapia para controlar a incontinência urinária e hoje está com a saúde em dia, sem nenhum comprometimento. "As pessoas têm muito preconceito contra este tipo de exame (toque), mas eu oriento todos para que façam. É preciso deixar isso de lado e chegar antes da doença. Estou feliz porque valeu a pena ter feito a prevenção", garante. (M.A.)

