Décadas atrás, as úlceras eram tratadas somente por meio de cirurgias, que consistiam na retirada de parte do estômago. Tanto é que neste período muitos médicos recém-formados eram capacitados para realizar este tipo de cirurgia.
Nos anos 1970, as primeiras drogas mudaram o cenário e foi possível tratar a doença por outros métodos. Mas foi no início dos anos 1980, com a descoberta da bactéria Helicobacter pylori, que a microbiologia gástrica passou por uma grande revolução.
A literatura revela que os cientistas Robin Warren e Barry Marshall isolaram pela primeira vez, em 1982, a H.pylori e levantaram a hipótese de que ela possivelmente fosse um agente causador da doença.
"Ela revolucionou o tratamento das úlceras gástrica e duodenal porque está comprovado que é uma das causas da doença. Com isso, conseguimos erradicá-la. Antigamente, quando não existia a cicatrização completa, a opção era operar o paciente", reconhece a gastroenterologista Mariangela Navarro. Atualmente, os índices de erradicação da H.pylori ultrapassam 90%. (M.O.)

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