Descartados vínculos genéticos entre pessoas mais velhas
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
France Presse 
Washington - Se você acha que alguns velhinhos ultrapassam a barreira dos cem anos por causa dos seus genes, é melhor repensar este conceito...
Cientistas americanos anunciaram recentemente não ter descoberto segredos genéticos comuns em um grupo de 17 super-centenários, pessoas que viveram mais de 110 anos.
"Nesta pequena amostra, os pesquisadores não conseguiram encontrar variações genéticas raras que produzam proteínas capazes de explicar sua longevidade", destacou o estudo chefiado por Hinco Gierman, da Universidade de Stanford (Palo Alto, Califórnia).
A pesquisa foi publicada na edição da última quarta-feira do periódico de livre acesso PLOS ONE.
Segundo informações anexadas ao estudo, as pessoas que vivem 100 anos ou mais têm menos probabilidades de desenvolver câncer - com uma incidência de 19% durante suas vidas contra 49% na população em geral.
Os centenários também têm um percentual menor de doenças cardiovasculares.
O mundo tem 74 super-centenários, 22 deles nos Estados Unidos.
Das 17 pessoas com mais de 110 anos que tiveram seu código genético decodificado, 14 tinham origem europeia, dois eram latinos e uma, afro-americana.

