A osteoporose é uma diminuição da quantidade e da qualidade do osso, de forma que as pessoas ficam sujeitas a uma grande probabilidade de fraturas. Aquelas que ocorrem porque o osso está enfraquecido são chamadas de fraturas por fragilidade e são causadas por pequenos traumas.
O reumatologista Cristiano Zerbini explica que os locais mais frequentes de fraturas por fragilidade são as vértebras (ossos que formam a coluna), o rádio (osso do punho) e o colo do fêmur (quadril).
Os fatores de risco podem ser histórico familiar de osteoporose, fratura prévia, uso prolongado de cortisona, ingestão acentuada de álcool, uso de cigarro, doenças como a artrite reumatoide ou que possam prejudicar a absorção do cálcio, a exemplo de um problema estomacal ou intestinal.
"A cirurgia bariátrica também pode enfraquecer os ossos. Às vezes, a pessoa perde peso rapidamente e pode ter certa dificuldade de absorção do cálcio", completa. Porém, entre os fatores, a questão hormonal é bastante propalada. Muitas pessoas sabem que a osteoporose é mais frequente em mulheres pós-menopausa.
O especialista observa que isso ocorre porque há uma queda nos níveis sanguíneos do hormônio feminino chamado estrógeno, que é um grande protetor do osso. As mulheres podem perder até cerca de 20% de massa óssea durante 5 a 7 anos posteriores à menopausa.
O estudo também mostra que o principal fator para as fraturas osteoporóticas é a idade avançada. Após os 50 anos, de acordo com o levantamento, o risco de fraturas em mulheres aumenta 50% e em homens, de 20% a 25%.
O ortopedista Maurício Miyasaki, de Londrina, é especialista em cirurgia de quadril e afirma que a maioria das fraturas (de quadril) em idosos com osteoporose tem indicação cirúrgica. "Pode ser feita uma fixação com placas, mas tudo depende do tipo de fratura. Em algumas situações pode ser utilizada, por exemplo, uma prótese", diz.
Miyasaki ainda cita que as fraturas em pacientes com a saúde óssea comprometida também são frequentes nos punhos e coluna. "Mas destas, a maior taxa de complicação, ou seja, limitação da capacidade de andar, necessidade de maiores cuidados em casa e maior índice de mortalidade, está associada ao quadril", aponta. (M.O.)

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