Depois do que passei, não descuido mais
Assim como muitos diabéticos, a pedagoga aposentada Maria Delavil Motte de Almeida não incluía a consulta com um oftalmologista como parte dos cuidados com a doença. "Não ia porque minha visão era normal", justifica. Mas agora, o discurso mudou, assim como as visitas ao especialista em retina. "Hoje vou a cada três meses. Depois do que passei, não descuido mais dos olhos", diz.
Diagnosticada com diabetes há cerca de 20 anos, Maria não imaginava que a doença poderia lhe causar complicações na visão, mas, dez anos atrás, começaram a surgir manchas no campo visual do olho esquerdo, sintoma da retinopatia diabética.
"Fiz tratamento com laser e tudo se resolveu. Em 2011, fiz uma cirurgia, mas era por causa da catarata. Hoje, enxergo bem, e o mais importante é que aprendi a não descuidar mais", comenta Maria, que adotou hábitos alimentares mais saudáveis e passou a praticar exercícios físicos.
"Tenho conhecidos que sofreram muito com o diabetes. Alguns tiveram que amputar membros e outros têm sérios problemas de visão. O importante é estar informado. Vontades, eu tenho, mas não quero ter mais complicações", completa.
O controle do diabetes é parte fundamental no tratamento, que também vai depender do estágio da doença. Na retinopatia diabética, as opções terapêuticas podem ser fotocoagulação a laser, uso de esteroides, antiangiogênicos, cirurgia e laser micropulso. (M.O.)




