Durante 30 anos de sua vida, o aposentado José de Mello, de 72 anos, conviveu com crises de pânico. Os sintomas depressivos que acompanham a doença foram amenizados com os remédios de uso contínuo indicados pelo psiquiatra. Este foi o único problema de saúde do aposentado por vários anos. Dono de uma vida que sempre incluiu alimentação saudável, caminhadas regulares, e nada de álcool e fumo, Mello acreditava estar imune a outras doenças, especialmente àquelas que envolvem o coração.
No início de 2010, um aperto no peito derrubou sua autoconfiança. "Eu achava que estava tendo uma crise de pânico, mas não tinha certeza", conta. A esposa dele, Guiomar Rozin de Mello, decidiu levá-lo para o hospital. O aposentado desmaiou no elevador do prédio e uma ambulância foi acionada pelos vizinhos. Logo que ele chegou ao hospital, o infarto foi diagnosticado. "Foi tudo muito rápido", lembra. O que o aposentado não imaginava é que a depressão viria com muito mais força após o problema cardíaco.
Para ele, este foi o momento mais difícil. "A depressão veio muito forte, comecei o tratamento com a psiquiatra e ainda não parei. Hoje estou muito bem, certamente bem melhor do que antes do infarto", garante. Os filhos de Mello compreenderam a situação e apoiaram o tratamento. "Quando comecei com os sintomas da depressão depois do infarto, o cardiologista me disse que muitas pessoas passavam por isso e recomendou que eu buscasse ajuda". Para ele, os cuidados com a saúde agora incluem visitas semestrais ao cardiologista e acompanhamento com o psiquiatra. (M.A.)

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