Os cálculos renais são formados por aglomerados de nutrientes que se agrupam nas vias de drenagem do rim ou da bexiga. Conforme o médico urologista, Lauro Brandina, cerca de 10% da população enfrenta o problema. ‘’Pode acontecer em qualquer idade, até mesmo em recém-nascidos, mas é mais comum em homens adultos, na proporção de três para cada mulher’’,
afirma.
Pessoas que possuem sudorese excessiva ou trabalham em profissões muito próximas ao calor têm mais chance de desenvolver cálculos renais, mas a causa do problema pode ser variada. Brandina comenta que algumas pessoas possuem déficit de um elemento, que é responsável por inibir a formação de cristais. O problema também pode ser desencadeado por alterações no metabolismo e excesso de ácido úrico na urina.
O sintoma mais frequente do cálculo renal é a cólica, que geralmente é acompanhada de náusea e vômito. Outros sintomas podem aparecer como urina com sangue, necessidade frequente de urinar e febre alta quando há infecção urinária. ‘’O paciente pode não ter sintomas e isso é grave porque o cálculo pode levar à destruição de um ou dos dois rins’’, alerta.
Um dos maiores problemas que podem ser causados pelo cálculo renal é o bloqueio da passagem da urina, levando assim ao comprometimento do tecido renal. Conforme o urologista, o ultrassom é o melhor exame para identificar o tamanho e a localização do cálculo. Na hora da crise, o médico explica que devem ser usados medicamentos alfa-bloqueadores que auxiliam na dilatação do ureter e facilitam a eliminação do cálculo. ‘’Entre 80% e 90% dos cálculos são eliminados espontaneamente’’, afirma.

Tratamentos
Cada cálculo tem uma formação específica e o tratamento depende do que está causando o cálculo. Conforme Brandina, há medicamentos que têm a capacidade de dissolver alguns tipos de cálculo, mas para identificar qual o remédio adequado é interessante fazer uma investigação metabólica.
Quando o cálculo é muito grande para ser expelido, pode ser usada a litotripsia, a técnica consiste em um equipamento que emite ondas de laser e fragmenta a pedra sem precisar internar o paciente. Conforme Brandina, a videolaparoscopia é uma opção que pode ser usada em alguns casos. Ele afirma que atualmente a cirurgia aberta para retirada de cálculos é usada apenas de 1% a 2% dos casos. ‘’A revolução neste setor é a litotripsia intracorpórea, a tecnologia permite introduzir pelo ureter um equipamento fino, flexível e com uma microcâmera. O médico visualiza o cálculo e o destrói com laser emitido pelo próprio ureteroscópio’’, comenta.
Brandina afirma que a ingestão de água, a prática de atividade física e uma alimentação balanceada são fatores que ajudam a prevenir cálculo. ‘’Um dos erros mais frequentes é a automedicação’’, alerta.
O representante comercial Alessandro Fonseca, de 39 anos, tem cálculo renal há sete anos. Na última semana, ele precisou fazer a fragmentação de dois cálculos e para isso utilizou a litotripsia. ‘’Este procedimento é prático porque fiz a sessão de litotripsia e depois voltei a trabalhar’’, afirma.
Fonseca conta que já passou por algumas crises renais e que apesar de conviver com o problema há alguns anos não sabe o que está causando a formação dos cálculos. ‘’Consegui expelir uma pedrinha e vou mandar para um laboratório analisá-la. Acho importante saber o que está influenciando na formação dos cálculos até para buscar uma prevenção’’, afirma. (M.A.)

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