Dentista sofre de ansiedade extrema
Instabilidade no trabalho e problemas conjugais que resultaram num divórcio desencadearam no dentista Caio (nome fitício), 44 anos, uma ansiedade extrema. Há cerca de dez meses, estes acontecimentos interferiram de maneira pontual na sua qualidade de vida e trouxeram sérios problemas de saúde. Foram cerca de 40 dias convivendo com dores generalisadas pelo corpo, dores de cabeça, taquicardia, insônia e uma oscilação de apetite que ia da ausência total à fome exagerada.
A hipertensão foi uma consequência de tanto estresse e o ápice do problema apareceu durante uma sessão de cinema, quando a pressão arterial do dentista chegou a 22. ''Passei muito mal e precisei ser atendido no local, depois deste episódio resolvi buscar um médico'', afirma.
Depois dos exames realizados, o cardiologista que atendeu Caio disse que o problema dele não era físico, mas emocional. O tratamento começou com medicamentos que auxiliaram na regularização da pressão, mas o acompanhamento de um psiquiatra com terapia e remédios que controlam a ansiedade foram fundamentais para a solução do problema. ''Continuo tomando os remédios e sei que a ansiedade ainda existe. A diferença é que hoje o medicamento me ajuda a controlar esta sensação'', afirma. Ele acrescenta que a dosagem do remédio é alterada conforme o grau de ansiedade que está sentindo. ''Nas épocas em que estou mais ansioso a dose é aumentada'', complementa.
Caio lembra que depois de um tempo medicado, começou a ver as situações de uma maneira diferenciada. ''Antes, os problemas tinham um tamanho maior do que realmente eram'', destaca. Ele conta que poucas pessoas ao seu redor perceberam o que estava se passando. Nesse período, se isolou dos familiares e conhecidos. ''Não conseguia externar nenhum sentimento'', comenta.
Dez meses após a crise, o dentista afirma ter uma vida nova. ''Houve uma mudança no meu comportamento, agora sou mais equilibrado, consigo dormir com tranquilidade e a minha vida voltou ao normal. Até a minha pressão arterial está normalizada sem a necessidade de medicamentos'', comemora. Para ele, o tratamento possibilitou uma ''reformulada na vida''. ''Elegi prioridades para começar a viver bem com os outros''. (M.A.)




