Deficiência chega a 70% na América Latina
A osteoporose, por exemplo, não é um problema unicamente dos idosos. Especialistas alertam que a preocupação deve começar ainda na infância, promovendo uma ingestão correta de cálcio para a formação de uma boa massa óssea, cujo pico se dá por volta dos 25 anos. Para a devida absorção do cálcio é necessário a vitamina D, o que pode ser conseguido com 15 minutos de exposição solar, sem protetor, três vezes na semana.
O reumatologista Jorge Morales Torres, do México, que esteve em São Paulo recentemente falando sobre o assunto, afirma que em todos os países da América Latina onde se investiga, há frequência elevada de 60% a 70% de deficiência de vitamina D. ''É um absurdo, com tanto sol, termos esse tipo de deficiência'', atesta. Segundo ele, mesmo em países mais desenvolvidos, frios e com longos invernos, quase não há problema de osteoporose e falta de vitamina D.
''Uma política suplementar de alimentos resolve. Alimentos de uso habitual, como leite, sucos de frutas, deveriam ser suplementados.'' O especialista alerta, entretanto, que para suplementação de vitamina D ou cálcio, o melhor é procurar o médico, já que alguns comprimidos são feitos de uma combinação dos dois compostos e outros são para uso mensal. ''Às vezes as pessoas pedem para amigos trazerem do exterior, não leem as instruções e acabam tomando diariamente a dose que seria para o mês todo'', alerta. (E.G)




